2

Eu costumava dançar, costumava cantar músicas alegres.
Não tinha esse receio todo de doces e massas.
Eu era rebelde e livre.
Caçava chocolates para misturar com qualquer coisa.
Felicidade fingida que cobriu memórias eternas
Na arte de sonhar acordado e não querer dormir.
Andando pelas ruas como quem não teme a chuva,
Molhei minha roupa e colecionei sorrisos.
Eu costumava cheirar a cigarro,
Enquanto meu copo sempre estava cheio.
Andando aos tropeços para cima e para baixo,
Dando volta em torno de todos os meus melhores.
Salgado e pretensioso, bobo e tão solto,
Leve para cair em meus braços e morrer.
Aos poucos, tão pouco e esquecida,
A semente se enterra em tentativas de crescer.
Eu costumava ser construído por pessoas,
Almejando palavras doces por cada gentileza.
Mas eu cansei, por um momento, de tantos rostos,
E eles desapareceram sem razão alguma.
(LW OLiver)