2 TISLW, Eu costumava dançar, costumava cantar músicas...

Entre o inferno e o paraíso há uma nuvem de palavras infinitas. Um esconderijo para os gênios e amantes da arte; e é nele onde eu habito. Bem vindo ao perigo, luxuria e diversão do lado negro. Porque até o mal tem o seu lado bom. Não sou um anjo, não sou um demônio, sou apenas um amante da expressão, seja ela de todas as formas. O que me atrai são os rastros de pavor deixados pelo sobrenatural, e que nos atiçam a curiosidade. Quem disse que não há graça e sensibilidade em nossos monstros interiores? Alguns passam toda a sua vida contribuindo para alimentar essa fragilidade deles. Mas eu não posso ser assim, eu liberto-os e os deixo escolherem entre a carne e a liberdade. Minha alma é um espetáculo de melancolia e sonhos fúnebres. Esqueça os seus medos e aproxime-se. Mostrarei que não só a morte ama a vida, como a segue e a procura. A crueldade é entretenimento seguro pra quem sabe brincar. Podemos rir e nos manter seguros, se não passarmos dos limites. Eu sou um culto ao passado, meu corpo é o templo. Aquilo que mal se vê, mas que a mente acredita, que está ali para nos amedrontar... Sim, é isso que eu busco. Quer encontrar comigo? Não partiremos das razões, e sim dos segredos. Gargalhando das deslumbrantes coisas que retiramos do breu. Pra mim tudo é uma junção de imagens. Tudo explicado é um pouco inexplicável. Por que não aproveitar para nos banhar do errado enquanto não encontramos o que é certo? Com audácia eu peço a sua mão para te levar comigo ao meu pequeno mundo. Sombrio, frio, mas em nenhum momento entediante ou desinteressante. (LW OLiver); Bem vindo (a).



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Um mundo caótico num mundo em caos.
T. I. S. L. W.

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Eu costumava dançar, costumava cantar músicas alegres.
Não tinha esse receio todo de doces e massas.
Eu era rebelde e livre.
Caçava chocolates para misturar com qualquer coisa.

Felicidade fingida que cobriu memórias eternas
Na arte de sonhar acordado e não querer dormir.
Andando pelas ruas como quem não teme a chuva,
Molhei minha roupa e colecionei sorrisos.

Eu costumava cheirar a cigarro,
Enquanto meu copo sempre estava cheio.
Andando aos tropeços para cima e para baixo,
Dando volta em torno de todos os meus melhores.

Salgado e pretensioso, bobo e tão solto,
Leve para cair em meus braços e morrer.
Aos poucos, tão pouco e esquecida,
A semente se enterra em tentativas de crescer.

Eu costumava ser construído por pessoas,
Almejando palavras doces por cada gentileza.
Mas eu cansei, por um momento, de tantos rostos,
E eles desapareceram sem razão alguma.

(LW OLiver)