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Até onde vamos para fazer o certo, ou o que as pessoas a nossa volta assim consideram? A vida em sociedade implica exatamente nisso: a dúvida entre deixar que as pessoas de fora interfiram no que você tem como princípios. A mudança faz parte, as dúvidas também. Mas é aí que tudo termina, ou você passa a mudar para agradar? Você tem dúvidas quando as suas verdades não são as verdades das pessoas? Isso atrapalha o desenvolvimento da personalidade e te impede de ser livre, mesmo que ninguém seja livre de fato. Confuso e intrigante, o tema se espalha entre nossas fases, se esconde entre os defeitos e as qualidades. Religião, sexualidade, caráter, amor, amizade… Tudo está interligado aos mitos, a crença, as fofocas, ao mau gosto e humor sujo que a sociedade adquiriu. Estamos presos a uma imagem, a um sistema. Estamos (mesmo que sozinhos), presos no espelho.

Eu não culpo as pessoas, o destino, Deus, ou a falta de sorte pela maioria dos problemas que eu tenho. Na verdade eu culpo a mim: minhas decisões, meus conceitos, minhas ações, que me levam a lugares onde eu não quero estar e/ou situações que eu não quero presenciar. Sim, sou eu o meu maior e irritante inimigo, me prejudicando na maioria das vezes, sendo imprudente e agindo sem razão, ou abusando da razão até demais. Você não acha isso? Não acredita que boa parte das coisas que acontecem a sua volta só ocorrem da mesma forma com sua influência, e que você é o único culpado do resultado delas? Pense um pouco. Somos tanto capazes de nos ajudar, quanto nos prejudicar. Nosso amor próprio, autoestima, escolhas, princípios… Um exemplo é saber que a forma como tratamos as pessoas a nossa volta, ou como as ensinamos a nos tratarem, é como se reflete no comportamento das mesmas. Você dá um pouco de amor, e sabe que tudo volta para você, como diria a música. Sim, eu sou o herói e o antagonista da minha vida, então está na hora de analisar isso mais de perto.

(MAYBE LOVE, MAYBE FOOLISHNESS)
Qual a razão de amar? Por que damos tanto valor a essa palavra de quatro letras? O que entendemos por isso? Sempre temos diversas coisas a dizer, mas nunca paramos para analisar se de fato nossa ciência a respeito desse tema condiz com a realidade. E o amor das pessoas a sua volta, é o mesmo que o seu? A forma como elas demonstram, ou o fato de não sentirem absolutamente nada, te afeta? Chegamos a um ponto na vida em que questionamos não só nossos sentimentos, como os de todos que estão próximos, tentando decifrar o motivo de fatos que ocorrem conosco. E se o verdadeiro amor for mais do que aquilo que imaginamos que é? E se a tristeza e a frustração fizerem parte dele?
Venha refletir comigo…

PROJETO: Inside My Pain
Como a maioria das pessoas que visita o TISLW sabe, eu costumo postar poemas aqui, de minha autoria. Agora, em janeiro, resolvi entrar com um projeto para ver se dará certo. Seria ele escrever poemas sobre um único tema durante todo esse mês. Quem quiser ler os poemas anteriores pra entrar no clima, ou ir acompanhando e comentar, pedir explicação sobre algum, reblogar, seria muito bom. Críticas são aceitas também! Serão de dezoito a vinte poemas, ou mais. Os posts de fotos e gifs continuaram normalmente (:
O que me impede de alcançar a felicidade que algumas pessoas proclamam ter? O que impede as pessoas ao meu lado de conseguir? Quais os problemas e questionamentos que nos levam à tristeza, e a tantos problemas? Uma forma de você resolver uma questão é você analisá-la precisamente. Por que não começar os julgamentos por nós mesmos? Procurando nos defeitos, nas atitudes, em tudo o que fazemos de errado ou tudo o que deveríamos fazer? A dor surge de algum lugar, e lá que meus versos pretendem visitar.
Seja bem vindo ao meu pessoal mundo de pesadelos.